Meu primeiro contato com os ensinamentos de Edgar Morin foi através da obra Método 5: Humanidade da Humanidade - a identidade humana, e àquela altura, não sabia o que me deixava embevecida. Li um pouco sobre os sete saberes necessários à Educação, mas não li a obra toda, ainda!
Agora, após sua morte e com maior exposição nas redes sociais de pensamentos e frases de sua autoria, penso que ele articula saberes imprescindíveis para a construção de uma sociedade menos desigual, mais solidária e com sujeitos sociais mais próximos do que se chama de felicidade em sua dimensão de satisfação de desejos que afaguem a alma e que tragam serenidade em meio à razão do caos da vida em sociedade.
Penso que essa articulação e equilíbrio entre fazeres da alma e de obrigações do cotidiano coaduna-se com o equilíbrio razão x emoção na vida de qualquer ser humano e redunda na própria identidade humana, em sua acepção epistemológica, no sentido desnudo do que é ser humano.
Hoje, refletindo sobre essa obra que li há mais de 10 anos, entendo que a junção Filosofia, Educação e Poesia me encantou e continua me encantando enquanto ser em busca do dever ser e de ser e fazer o que faz sorrir minha alma; esse (des) equilíbrio continua a ser meu paradoxo de vida e meu "traço tóxico" que ora me leva a esperar que as borboletas venham ao meu jardim, ora me leva a correr atrás delas.

